A loucura de não me conhecer
finda num estalo de dedos
num pulsar de mãos inquietas,
pensantes
até.
O crepúsculo do meu eu
penetra a carne do horizonte
rasgando-o por inteiro
feito punhal alucinado,
feito o feito do desfeito.
São imagens,
são loucuras,
são facetas de um mesmo ser
que ruge escuridão adentro
e sonha qual criança
na tenra
inocência...

