Home Data de criação : 08/04/18 Última atualização : 08/07/02 01:30 / 40 Artigos publicados
 

PULSAÇÃO  escrito em quarta 02 julho 2008 01:30

A loucura de não me conhecer

finda num estalo de dedos

num pulsar de mãos inquietas,

pensantes até.

O crepúsculo do meu eu

penetra a carne do horizonte

rasgando-o por inteiro

feito punhal alucinado,

feito o feito do desfeito.

São imagens,

são loucuras,

são facetas de um mesmo ser

que ruge escuridão adentro

e sonha qual criança

na tenra inocência...

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ASAS DE CHUMBO  escrito em domingo 20 abril 2008 15:35

Quero essa loucura agora,

Quero esse momento de paixão

Que o desejo clama.

Quero um beijo de teus lábios carnudos,

O abraço dos teus braços

E o fogo do teu olhar.

Quero te banhar nas águas dessa paixão

E que ela jorre qual cachoeira selvagem...

 

Quero sentir em mim o teu cheiro,

Quero extraí-la do meu sonho

E vê-la real, invadindo meu quarto

Acercando-se da cama,

Da minha fantasia e de mim.

Quero essa loucura agora,

Pois te amo...  

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BRILHO  escrito em domingo 20 abril 2008 15:23

Tens os trunfos nas mãos,

És bela.

Linda como o botão que se abrirá em pétalas,

Desejada como o pão

Que cobre de luz os horizontes da fome.

 

És bela, irradiante como o nascer do Sol,

Presente como o suor da luta,

Intensa como a ganância dos homens.

 

És bela,

És o espaço, a vida.

És a lágrima que brilhou

E se calou,

Resistiu,

Não caiu,

Te olhou de frente,

Te sorriu,

Te beijou

E foi sugada pelo Sol...

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QUEM PODERIA EXPLICAR O AMOR?  escrito em domingo 20 abril 2008 15:04

O tempo, inutilmente,

Tentou apagar você de mim,

Mas ontem à tarde, quando te vi,

A poucos centímetros do meu corpo,

Me dei por vencido e estremeci.

 

Contemplei teu corpo,

Teus seios pequenos,

Tuas coxas morenas,

Semi-escondidas num provocante short branco,

Deixando transparecer os contornos

De tua roupa mais íntima.

Teus cabelos soltos ao vento,

Dando à tua imagem

Um toque selvagem e sensual.

 

Acompanhei o teu andar,

Com os olhos úmidos

E lembrei de quando te abraçava por trás

E ficávamos olhando o firmamento...

 

Quis correr até você e te abraçar

Cobrir-te de beijos e carícias,

Amarmos em plena rua,

Como fazem os animais,

E deixar que o tempo reacendesse o amor

Que jamais fora apagado...

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TALVEZ  escrito em sábado 19 abril 2008 03:41

Quem sabe, por volta do ano 6888,

Veremos, já acostumados,

A passagem de naves silenciosas

Por sobre o nosso pequeno planeta...

 

Quem sabe, dragões alados

Farão parte da paisagem do Cosmos,

Cometas se abrirão em pétalas,

A Lua virá flutuar por sobre os mares,

Derramando de suas crateras

Um pouco de terra cor-de-prata...

 

Quem sabe?... Quem sabe?...

Quem sabe por quanto tempo

Ainda habitaremos este sonho vivo

Que é o planeta Terra?

 

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